Estudos de Harvard mostram como hábitos diários podem reduzir o risco de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas
As doenças neurodegenerativas representam um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. Entre elas, o Alzheimer é a forma mais comum de demência e cresce de forma acelerada em todo o mundo.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com algum tipo de demência no mundo, e esse número pode ultrapassar 139 milhões até 2050 se nenhuma ação preventiva for adotada. A cada ano, cerca de 10 milhões de novos casos são diagnosticados globalmente.
Diante desse cenário, a ciência tem buscado não apenas tratamentos, mas sobretudo estratégias de prevenção. É nesse contexto que ganham destaque os estudos do neurologista Rudolph E. Tanzi, uma das maiores referências mundiais em pesquisa sobre Alzheimer.
Quem é Dr. Rudolph E. Tanzi
Dr. Tanzi é professor da Harvard University e codiretor do Centro Henry e Allison McCance para Saúde Cerebral do Massachusetts General Hospital, hospital universitário ligado a Harvard.
Após décadas estudando os mecanismos biológicos do Alzheimer, Tanzi defende uma ideia central:
O Alzheimer não é causado por um único fator, mas por uma combinação de genética, inflamação, acúmulo de toxinas cerebrais e hábitos de vida.
A partir disso, ele desenvolveu o método SHIELD, um conjunto de práticas diárias que ajudam o cérebro a se proteger, se limpar e manter suas conexões funcionais por mais tempo.
Os 6 hábitos que protegem o cérebro contra doenças degenerativas
Sono
Durma de 7 a 8 horas por noite
Durante o sono profundo, o cérebro ativa o chamado sistema glinfático, responsável por eliminar resíduos tóxicos associados ao Alzheimer, como proteínas beta-amiloides. Dormir menos que o necessário compromete esse processo e aumenta o risco de declínio cognitivo.
👉 Dormir bem é uma das formas mais eficazes de “limpeza cerebral”.
Estresse
Use meditação ou pausas conscientes
O estresse crônico mantém níveis elevados de cortisol, hormônio que, em excesso, prejudica áreas fundamentais do cérebro, como o hipocampo – diretamente ligado à memória e ao aprendizado.
Práticas simples de pausa, respiração, meditação ou acompanhamento terapêutico ajudam a reduzir esse impacto.
Exercício
Movimente-se regularmente
A atividade física estimula a formação de novas conexões neurais, melhora o fluxo sanguíneo cerebral e reduz processos inflamatórios. Estudos mostram que exercícios aeróbicos frequentes estão associados a menor risco de Alzheimer e outras demências.
Constância é mais importante do que intensidade.
Ensino
Experimente novas atividades
Aprender algo novo – seja um idioma, um instrumento, uma habilidade manual ou intelectual – fortalece as sinapses e cria o que os pesquisadores chamam de reserva cognitiva, uma proteção natural contra o envelhecimento cerebral.
Cérebro estimulado envelhece melhor.
Comer
Prefira uma dieta equilibrada
A alimentação influencia diretamente o cérebro por meio do eixo intestino-cérebro. Dietas ricas em alimentos naturais, fibras, gorduras boas e antioxidantes ajudam a reduzir inflamações e beneficiam o microbioma intestinal, que participa da regulação neurológica e imunológica.
Amigos
Mantenha contato social frequente
O isolamento social é hoje reconhecido como um fator de risco para demência. Interações sociais estimulam múltiplas áreas do cérebro, fortalecem emoções positivas e ajudam a preservar funções cognitivas.
O cérebro humano é profundamente social.
Prevenção é cuidado ao longo da vida
As pesquisas lideradas por Rudolph E. Tanzi reforçam uma mensagem fundamental:
não existe um hábito isolado que previna o Alzheimer, mas um conjunto de escolhas diárias que, ao longo do tempo, reduzem riscos e promovem saúde cerebral.
Falar sobre prevenção, hábitos e saúde mental é uma forma de cuidado coletivo.
Na apice, acreditamos que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo – hoje, amanhã e ao longo de toda a vida.
Porque a vida pode ser melhor. 🧠💜